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segunda-feira, 24 de junho de 2013

A cegueira espiritual

“ A cegueira espiritual é uma deficiência crônica que devemos combater todos os dias, com doses de fé e com a leitura da palavra de Deus”
Leitura Bíblica : Marcos 8:17-25
Betsaida foi citada no discurso que Jesus proferiu contra as três cidades que se recusaram a crer em seus milagres, Betsaida, Corazim e Magdala.
Jesus e seus discípulos estavam na região da Galileia  O Mestre havia realizado a segunda multiplicação dos pães e peixes, alimentando uma multidão de quase quatro mil homens. Após, eles entraram no barco e chegaram em Magdala, onde os fariseus pediram um sinal no céu.
"E ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes." Marcos 8:15
O mestre torna a seu barco e parte para Betsaida, na margem nordeste do lago de Genesaré. Durante a travessia ele faz uma recomendação aos seus discípulos, para que se afastassem da doutrina dos fariseus.
O Cego Morava em Betsaida na Margem Norte do Mar da Galiléia.

O Fermento dos Fariseus

Jesus com linguagem figurada, queria dar a entender que a doutrina e os costumes dos fariseus eram perigosos. Na antiguidade o fermento era um símbolo de corrupção e putrefação.
Os apóstolos, porém tomaram as palavras do Mestre ao pé da letra. Logo a palavra fermento os fez lembrar do pão material, coisa que eles se haviam esquecido de trazer. Ficaram muito preocupados com tal fato!
"E arrazoavam entre si, dizendo: É porque não temos pão." Marcos 8:16
Este acontecimento mostra que os discípulos continuavam demonstrando falta de discernimento espiritual, apesar dos milagres que eles haviam presenciado.
Jesus os repreendeu para que se lembrassem do que Deus havia feito por eles.
"E Jesus, conhecendo isto, disse-lhes: Para que arrazoais, que não tendes pão? Não considerastes, nem compreendestes ainda? Tendes ainda o vosso coração endurecido?" Marcos 8:17.
"Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? E não vos lembrais”. Marcos 8:18 "E, quando parti os sete entre os quatros mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes? E disseram-lhe: Sete”.Marcos 8:20.
Que situação a dos discípulos! Jesus tinha milagrosamente alimentado multidões e eles se fadigavam por causa de pão! Eles não refletiam sobre o que viam e ouviam. Contentavam-se em serem meras testemunhas dos milagres de Jesus.
"E ele lhes disse: Como não entendeis ainda?" Marcos 8:21

A cura do Cego de Betsaida 
Imaginaram que o Mestre lhes falava somente em razão do bem-estar puramente material. Poucas vezes tinham interpretação diferente desta.

A Cegueira e a Falta de Fé

Essa falta de fé também acontece conosco. Assim como os apóstolos, nós temos uma memória curta e esquecemos da provisão divina. Porém temos que aprender a confiar que ele cuida de nós a todo o momento.
Jesus não desistiria de os fazer ver com perfeição, acerca das coisas espirituais. De certa forma, o cego de Betsaida, representava algo semelhante que ocorria com os apóstolos e conosco também.

O Cego de Betsaida

Desembarcaram em Betsaida, onde logo levaram ao Mestre um cego, suplicando que o curasse.
Jesus por meio de atos sucessivos utiliza-se deste milagre para simbolicamente, dar-nos lições valiosíssimas sobre a visão espiritual.
A cura da cegueira estava ligada a revelação de verdades muito mais profundas. Assim Jesus inicia retirando o cego daquela aldeia, do ambiente de incredulidade, onde a culpa, as lembranças dos erros, os apontamentos e as acusações dos religiosos, de que ele sofria um castigo divino, por seus próprios pecados, onde cego há muito tempo se encontrava.
E Jesus o toma pela mão e o tira dali! O Mestre o arranca desse ambiente hostil, onde este pobre cego, não tinha muito valor. Jesus o conduz a um novo local, um novo caminho, uma nova caminhada se inicia ao lado de Jesus.
"E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa." Marcos 8:23

Jesus Cuspiu nos Olhos e Impôs as Mãos na Cura do Cego de Betsaida.
Cuspir nos olhos pode ser considerado algo um tanto estranho para nós que somos do século XXI, porém de uma forma geral, o uso da saliva na antiguidade, era comum e uma forma de mostrar ao enfermo, de que Jesus queria curá-lo.
Assim, o Mestre unge os olhos do cego de Betsaida com sua saliva e pergunta o que ele vê. O texto afirma que ele recobrou a visão, entrou luz em seus olhos, a vida deixou de ser uma total escuridão, a luz trouxe revelações das coisas e pessoas que estavam próximas a ele.
Isso acontece com aqueles que encontram a Jesus. Suas vidas deixam de estar envolvidas em densas trevas. A claridade da luz da salvação em Jesus, traz um colorido à vida. Agora há um sentido, um rumo a seguir um norte para se guiar.
E isso já havia acontecido com os discípulos. Eles já tinham recebido esta unção que "saía da boca de Jesus". Estavam em constante contato com suas palavras. A luz já havia entrado em seus olhos, em suas vidas. Já não andavam mais na escuridão.

Vejo Homens Como Árvores

Porém, como aquele cego de Betsaida, os discípulos ainda não enxergavam perfeitamente. Por isso Jesus pergunta se o cego de Betsaida via alguma coisa. Porque pra se aferir a saúde visual de alguém, não bastava saber se a luz havia penetrado em seus olhos, mas necessitava saber como ele enxergava as coisas.

"E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam." Marcos 8:24
Então quando perguntado por Jesus, o cego de Betsaida o responde "Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam."
Essa resposta de certa forma fazia referência ao que havia ocorrido com os discípulos ainda no barco. Haviam presenciado grandiosos milagres que o Mestre realizara, curas, ressurreições, multiplicação de pães e peixes, porém não conseguiam enxergar a mensagem espiritual de tudo aquilo que Jesus fizera.
Suas visões não estavam ainda perfeitas. Eles tinham uma visão “coisificada” da vida. Como o cego de Betsaida que via os homens como árvores, via homens como coisas, assim os discípulos também viam somente as coisas da vida, enxergavam somente o contexto material dos ensinamentos de Jesus.
E Jesus nesta cura em duas etapas, parece querer ilustrar que os seus discípulos já possuíam a luz da vida, mas seus valores estavam atrelados ao concreto, ao palpável ao físico, sem muito discernimento espiritual.
Ou seja, o Mestre estava a demonstrar que havia uma "enfermidade" em suas mentes, que atrapalhava a sua visão. Seus olhos funcionavam bem, porém os valores que suas mentes associavam estavam distorcidos.

A Renovação do Entendimento

Igualmente pode acontecer conosco também. Muitas vezes dizemos possuir a luz da vida, conhecemos a Jesus, nos julgamos salvos, achamos que conhecemos o evangelho. Porém nossas mentes podem estar, ainda, com valores não muito corretos. Quantas vezes não nos enganamos a respeito de vários assuntos?
O evangelho está um tanto “coisificado” nos dias atuais. A mensagem não pode ser excessiva, em possuir bens materiais.
Sem falar de nossos conceitos e preconceitos que às vezes nem nos damos conta que possuímos.
Há pessoas que demonstram ter muito comprometimento com o Reino de Deus, trabalham muito na obra de Deus, porém tem discursos e atitudes preconceituosas em relação ao outro. Machismos, discriminação contra a mulher, se acham mais santos, dificuldade em tolerar o erro alheio, dificuldades de perdoar o próximo, pensam em si mesmos em primeiro lugar.
Não enxergam os "inimigos", como alguém a amar como a si mesmo. Há ainda muita dificuldade em lidar com sucesso, derrota e vitória.
"Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu cada homem claramente." Marcos 8:25
Por isso Jesus torna a por as mãos sobre os olhos do cego de Betsaida e curando a sua mente, o faz enxergar corretamente. Jesus poderia o ter curado totalmente em apenas uma etapa. Mas o Mestre queria nos deixar este ensinamento.
É necessário que a luz entre em nossos olhos, mas quem enxerga verdadeiramente é a mente.
Por isso é preciso uma renovação em nosso pensamento. Não podemos achar que já sabemos, que "estamos no evangelho há trinta anos".
Conclusão

Precisamos refletir nossas atitudes, nossos conceitos e pedir a Jesus que imponha suas poderosas mãos e nos abram a visão, para que possamos ver e enxergar o espiritual de Deus.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Revelação e Mistério

  Os termos revelação e mistério são associações comuns nas epístolas paulinas. Paulo emprega, por exemplo, o termo mistério seis vezes na epístola aos Efésios. Para compreender adequadamente este termo é necessário uma comparação formal com a epístola aos Colossenses, pois esta também usa o termo várias vezes (1.26,27; 2.2, 4.3). O termo também pode ser encontrado em Romanos (duas), 1 Coríntios (seis), 1 Timóteo (duas). Os usos do termo mystëri
on nestas epístolas possuem particular afinidade com o contexto já encontrado em Efésios e Colossenses.
   Em Colossenses, mistério é especificado pelo genitivo 'mistério de Deus'(2.2) e 'mistério de Cristo' (4.3). Nos outros dois casos (1.26,27), o contexto define o mistério em relação a Deus e a Cristo: 'Deus quis fazer conhecer quais as riquezas da gloria'. Em Colossenses 2.2, este mistério é o próprio Cristo: "para conhecimento do mistério de Deus - Cristo".


 Esse conjunto de características se encontra também nos textos de Efésios. Em três caso, o mystërion é determinado por um genitivo que o coloca em relação com a iniciativa e eficaz e gratuita de Deus, a sua "vontade" (1.9), com o Cristo (3.4) ou com o Evangelho (6.19). Em dois casos, o termo é usado de forma absoluta, "o mistério"(3.3,9), mas o contexto permite referi-lo, sem dúvida, a Deus ou ao Cristo. Exclui-se dessa perspectiva o caso de 5.32, onde designa uma interpretação "profética" de um texto bíblico, precisamente, de Gênesis 2,24, relido á luz da ligação salvífica entre Cristo e a igreja [...]

(BENTHO. Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada: como interpretar a Bíblia de maneira pratíca e eficaz. 3. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.37-8.)

Teologia dos Escritos Joaninos


     A teologia joanina, em essência, é cristológica. A pessoa de Jesus Cristo está no centro de tudo que o apóstolo escreve. Quer no Evangelho de João, com sua ênfase única na palavra de vida em meio á controvérsia do cisma da igreja, que em Apocalipse, com suas visões do Cristo exaltado (Ap 1.12-16) e de seu triunfo final, o principal objetivo do apóstolo é explicar a seus leitores que Jesus é. Inevitavelmente, a tentativa de discutir a teologia dos escritos joaninos dividindo-os entre as categorias tradicionais da teologia sistemática (por exemplo, antropologia, escatologia) gera algumas distorções, pois João não organizou seus material de acordo com essas linhas. Ao contrário, ele tinha um foco central, Jesus Cristo. Muito do que João escreveu a respeito de Jesus, em especial, no Evangelho e nas três epístolas, foi temperado por anos de reflexão e experiências cristã, mas Cristo está sempre no centro.
     Todavia, isso não quer dizer que João não fala nada sobre antropologia, soteriologia, pneumologia ou escatologia. Isso só quer dizer que tudo que ele diz sobre esses tópicos e outros está quase sempre relacionado à sua ênfase cristológica."
     Todavia, isso não quer dizer que João não fala nada sobre antropologia, soteriologia, pneumologia ou escatologia. Isso só quer dizer que tudo que ele diz sobre esses tópicos e outros está quase sempre relacionado à sua ênfase cristológica."



(HARRIS W. H. In ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.187).

sexta-feira, 17 de maio de 2013

As cidades de refúgio


"Deus é o nosso refugio e fortaleza socorro bem presente na angustia" (Sl 46.1)


Encontra-se descritas em Josué 20.1-6
As cidades de refúgio foram estabelecidas por Deus para abrigar as pessoas que cometessem homicídio involuntário(Nm 35.11). Às portas delas, acusado apresentava-se perante uma corte de anciões a fim de justificar-se e provar que não teve a intenção de matar seu semelhante.Essas cidades, como providência divina, ilustram perfeitamente a verdadeira segurança que só encontramos na pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo (Hb. 6.18-20).
Quarenta e oito cidades pertenciam aos levitas e seis delas eram cidades de refúgio. Foram criadas para impedir a vingança contra o homicida culposo.
Deus muito se utilizou de linguagem figurada para ensinar ao seu povo. nas cidades de refugio encontramos diversas figuras que são aplicadas a Cristo e à vida cristã.
 * Quedes: Santificação para o Impuro (Js 20.7). No original, o termo " Quedes" significa "santo" ou "santuário". O nome dest
a cidade ilustra perfeitamente o que Cristo é para nós: nosso santo refugio."ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29; Hb 2.17,18;4.14-16).
 * Siquém: Lugar para o cansado (Js 20.7). Siquém no original significa "ombro" ou "costa". O ombro é a parte superior do braço (Jo 31.27) que tem força para cansado e oprimido(Mt 11.28). Ele é o bom pastor que tem força para suportar peso (Js 4.5; Is 10.27). Assim como Siquém, Jesus é o refúgio para o cansado e oprimido (Mt 11.28). Ele é o bom pastor que carrega a ovelha ferida sobre os seus ombros (Lc 15.5)
 *Hebrom: Ligar de comunhão (Js 20.7). O tempo Hebrom significa "comunhão" ou "associação". Esta cidade foi designada para ser refugio para o desamparado e solitário. Jesus é o refugio seguro  para o desamparado. Seu sangue nos aproximou de Deus, garantindo-nos todas as beatitudes salvíficas (Ef 2.11-19). Ele nos reconciliou com Deus (2 Co 13.13). Já não somos mais solitários, desamparados, pois habitamos em família (Ef 2.19). Glória a Deus!
 *Bezer: Lugar de refúgio para o fraco (Js 20.8). De acordo com o original, Bezer significa "fortaleza". Essa cidade era uma fortaleza para o homicida involuntário. Semelhantemente, Cristo é o nosso abrigo (Sl 91.9), fortaleza e proteção. Nele temos segurança e força para enfrentar todas as adversidades da vida (Sl 119.14).
 *Ramote: Lugar de refúgio para os humilhados (Js 20.8). Ramote no original quer dizer "exaltação", "elevação". Assim como Ramote, Jesus é nosso lugar de elevação. Ele foi humilhado até a morte(Fp 2.7,8; Hb 2.7) Jesus é nosso sumo sacerdote  fiel e misericordioso. Nele encontramos paz, esperança e segurança, Portanto, não temas! O Senhor exalta os abatidos (Is 57.15;66.2)
 * Golã: Lugar de refugio para os tristes (Js 20.8). A pessoa que fugia para uma cidade de refugio estava triste aflita. O termo "tristeza" tanto no Antigo quanto em o Novo Testamento tem o sentido de "labor", "dor", ou "lamento por algo negativo" (Gn 3.16). Cristo é o nosso refugio contra a tristeza (Rm 14.17; Gl 5.22).
  O Senhor Jesus Cristo é o perfeito refúgio para o necessitados, oprimido e triste, Jesus "foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação. e redenção" (I Co 1.30). Ele é o nosso escudo. Nele temos paz, descanso  segurança, alegria e vitoria nas lutas de cada dia.

RICHARDS,L.O. Guia dos leitor da Bíblia. RJ: CPAD, 2005.




quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os Falsos Profetas


Acautelai-vos, porem, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devedores” (Mt 7.15).
Sempre houve no meio do povo de Deus impostores, que falavam falsamente em nome do Senhor, isto é, aquilo que o Eterno não falara, conduzindo o povo incauto ao erro. Este assunto é tão atual como o foi nos tempos de Jeremias (Jr 14.14; 23.25; 28.15) de Jesus (Mt 7.15) e dos apóstolos (At 13.6; 20:30; 2 Pe 2.1).
Na Bíblia, o termo profeta designa aquele que é chamado por Deus para transmitir a mensagem divina ao povo (Jr 1.5,9; Ez 2.1-7; Dt 18.18). Em outras palavras, os autênticos profetas são porta-vozes de Deus; o próprio Senhor os chama “meus profetas” (Sl 105.15). Sua responsabilidade é de grande peso (Ez 2.1-7), uma vez que eles são, na verdade, “homens de Deus”, conforme esta escrito onze vezes em I Reis 4. Estes Servos de Deus transmitem a Sua vontade e desígnios, além de desvendar o futuro segundo a inspiração segundo a inspiração do Espírito Santo. Todavia, a própria Palavra de Deus nos orienta que devemos nos acautelar dos falsos profetas (Mt 7.15).
A profecia, tanto no antigo como no Novo testamento, é primeiramente declarativa e, depois, preditiva. A profecia preditiva revela-nos o plano divino em relação a Israel, na Igreja, aos gentios e a plena chegada do reino de Deus. A maior parte das profecias, porém, é constituída de exortação, admoestação, encorajamento, promessa, divergência, julgamento, consolo. E no Novo testamento, a profecia é um meio divino de orientar, exortar e edificar a igreja como visto em (I Co 14.3,4).
O Profeta é um arauto da santidade de Deus; sua missão é exortar com unção os padrões da santidade divina para o povo. O seu espírito ferve com santo zelo para anunciar a santidade de Deus e de tudo o que é dele! O profeta de Deus faz os santos regozijarem-se no Senhor, mas também faz o ímpio estremecer e considerar o seu mau caminho (Atos 24.24,50).
A profecia é o principal dom espiritual porque edifica a congregação (I Co 14.4). No entanto devemos julgar a profecia na igreja e só depois ser acatada, a manifestação da profecia durante o culto deve ter limite. “Falem dois ou três profetas”(I Co 14.29). Isto é maior parte do tempo do culto tem de ser destinada à exposição da Palavra de Deus, porque sendo esta soberana jamais poderá ser substituída pelo dom de profecia.
Atualmente, observamos diversas pessoas correndo de igreja em igreja em busca de “profecias” e de “revelações”. Tais “crentes”, na verdade, querem respostas para seus problemas pessoais (2 TM 4.3). Como já vimos em I Coríntios 14.3, o propósitos divino da profecia é consolar, exortar e edificar. Qualquer profecia que fuja a este propósito não procede de Deus e jamais se cumprirá (Dt 18.22).
A profecia na igreja necessita ser julgada, mas quais os parâmetros para o seu julgamento? A resposta é a própria Palavra de Deus, que é nosso modelo áureo e referencia plena de fé; o guia da nossa vida, do nosso culto ao Senhor, e do nosso desempenho no seu trabalho (II Tm 3.16,17). Qualquer profecia na igreja que entre em conflito com os ensinamentos e doutrinas bíblicas não pode vir de Deus.
Os falsos mestres e profetas, como nos tempos de antigo Testamento, enganam o povo, porque são emissários do Diabo (Jo 8.44). Todavia, a Bíblia declara: “Nenhuma mentira vem da verdade”. O Crente fiel, que sempre ora aquilo que ouve com o que esta escrito na Escritura, a fim de comprovar a veracidade das profecias enunciadas na igreja.
Jesus Cristo nos adverte a respeito de falsos profetas que se infiltram no meio do povo de Deus, Apesar da aparência de piedade, não passam de agentes de Satanás; sua missão: corromper a fé dos salvos e destruir a unidade da Igreja. Muitos deles operam sinais e prodígios, mas tudo isto sob eficácia de Satanás (II Ts 2.9-10). Como identificá-los? Como saber se estão em nosso meio? A resposta é: conhecendo a Palavra de Deus e tendo o discernimento pelo Espírito Santo. Além disso, os seus frutos são uma irrefutável evidencia de sua mentira e falsidade (Gl 5.22,23). A árvore má não pode dar frutos bons (Mt 7.16-20).
Uma característica dos falsos mestres é ensinar o que as pessoas querem ouvir independentemente se estão erradas ou não (Jr 5.13;1 Rs 2212-14). Deus age de forma diferente para conosco. Ele fala não o que gostamos de ouvir, mas o que precisamos ouvir, e corrige-nos sempre quando estamos errados porque nos ama (Hb 12.4-13).
A crise mundial, o anseio por manter-se a salvo da miséria, incentivo da mídia por um consumismo cada vez mais exacerbado e as incertezas do amanhã, formam uma ambiente ideal para o surgimento de falsas doutrinas e profecias. O povo não se satisfaz com o que o Senhor garante aos seus filhos (Mt 6.25-33; Pv 30.8,9), mas deseja riquezas que, muitas vezes, são vistas como bênçãos divinas. A Bíblia adverte-nos contra essa busca insensata pelos bens e contra essa busca insensata pelos bens e contra os seus ensinos (I Tm 6.6-11).
Hoje muitos falsos profetas tentam afastar a igreja do seu alvo descrito nas Escrituras, mediante a pregação de um evangelho fácil, sem renúncia, sem compromisso, sem santidade; um evangelho que apregoa apenas o apego pelos bens materiais. Assim como um marketing
empresarial, tal evangelho emprega a mídia audiovisual com o objetivo de manipular as emoções do homem.
Deus sempre advertiu seus servos contra os falsos profetas. Portanto, devemos estar prevenidos contra todo e qualquer ensino ou profecia que não esteja em consonância com a Palavra de Deus, sabendo que o fim desses promotores de maldade, que intentam desviar o povo de Deus, é perecer em sua própria corrupção (II Pe 2.1-22).